LITURGIA
DAS HORAS
Por Flávio Jabbur
Todo cristão conhece o poder da oração, que o coloca em um contato mais íntimo com Deus. Jesus sempre orava ao Pai em qualquer ocasião: durante a ceia, quando se encontrava agoniado, etc... e nos ensinou a mais sublime oração: o Pai Nosso. A exemplo de Jesus, também nós devemos rezar a todo e qualquer momento, tanto na alegria quanto no sofrimento.
Herdeiros da tradição judaica, somos convidados a rezar várias vezes durante o dia. Existe um livro chamado Liturgia das Horas, cuja leitura constitui uma das várias formas de vivência do mistério de Cristo a partir do ritmo de cada dia (manhã, tarde e noite) e que conduz à santificação do tempo.
O esquema básico é dividido em:
ORAÇÃO DA MANHÃ
Chamada de laudes, é celebrada com o chegar da luz do novo dia (06:00 horas). Visa consagrar a Deus os primeiros movimentos da nossa alma e mente, antes de nos ocuparmos com qualquer outra coisa, deixando nosso coração regozijar em Deus.
ORAÇÃO DA TARDE
Chamada de vesperas, é realizada ao entardecer, quando o dia declina para receber a noite (18:00 horas) e objetiva agradecer a Deus pelo bem que recebemos ou fizemos durante o dia.
ORAÇÃO DA NOITE
Chamada de completas, é realizada antes do repouso (21:00 horas). É uma oração de confiança em Deus e complementa as orações realizadas durante o dia, em especial a oração da tarde.
No entanto, o esquema completo da Liturgia das Horas apresenta orações para as 09:00, 12:00 e 15:00 horas, bem como um ofício de leituras, para que vivamos detalhadamente cada momento da presença misteriosa de Jesus entre nós.
A nossa oração das Horas não é só nossa. É oração com Cristo: «Ele une a si toda a comunidade dos homens, e de tal modo que, entre a oração de Cristo e a de toda a humanidade existe uma estreita relação» e de uma maneira especial associa a Si os que formam parte do seu Corpo, a Igreja (cf. IGLH 6-7). A nossa oração é assim «a voz da Esposa que fala com o Esposo, ou melhor, é a oração de Cristo com o seu Corpo que é diriga ao Pai» (SC 84). «É necessário, portanto, que, enquanto celebramos o ofício, reconheçamos o eco das nossas vozes na de Cristo e a voz de Cristo em nós. A nossa oração recebe a sua unidade do coração de Cristo» (Paulo VI, Laudis canticum).
A Liturgia das Horas é a oração que a Igreja fez sua. Ao longo dos séculos, foi variando o número de horas, ou a distribuição dos salmos, ou os textos das preces. Mas esta é a oração que a Igreja considera como sua, e, portanto, tem a eficácia e a dignidade de ser a oração eclesial por excelência, unida à de Cristo.
Além disso, a Liturgia das Horas, que antes se considerava quase como a oração própria dos cónegos, dos ministros ordenados ou dos religiosos obrigados ao coro, agora, a Igreja considera-a como a oração de todo o povo de Deus. Todos são convidados idealmente a esta oração litúrgica, sobretudo nas duas horas fundamentais de Laudes e Vésperas: é a oração comunitária do Povo de Deus unido a Cristo.
Dentro desta comunidade cristã que, toda ela, é convidada a unir-se à oração de Cristo e da Igreja, há duas categorias de pessoas que o são de modo muito particular: os ministros ordenados e os religiosos. Os ministros ordenados, porque representam de um modo especial Cristo como orante e sacerdote, e os religiosos porque devem ser, dentro da comunidade eclesial, sinal e fermento (cf. IGLH 23-32).
Por Flávio Jabbur
Todo cristão conhece o poder da oração, que o coloca em um contato mais íntimo com Deus. Jesus sempre orava ao Pai em qualquer ocasião: durante a ceia, quando se encontrava agoniado, etc... e nos ensinou a mais sublime oração: o Pai Nosso. A exemplo de Jesus, também nós devemos rezar a todo e qualquer momento, tanto na alegria quanto no sofrimento.
Herdeiros da tradição judaica, somos convidados a rezar várias vezes durante o dia. Existe um livro chamado Liturgia das Horas, cuja leitura constitui uma das várias formas de vivência do mistério de Cristo a partir do ritmo de cada dia (manhã, tarde e noite) e que conduz à santificação do tempo.
O esquema básico é dividido em:
ORAÇÃO DA MANHÃ
Chamada de laudes, é celebrada com o chegar da luz do novo dia (06:00 horas). Visa consagrar a Deus os primeiros movimentos da nossa alma e mente, antes de nos ocuparmos com qualquer outra coisa, deixando nosso coração regozijar em Deus.
ORAÇÃO DA TARDE
Chamada de vesperas, é realizada ao entardecer, quando o dia declina para receber a noite (18:00 horas) e objetiva agradecer a Deus pelo bem que recebemos ou fizemos durante o dia.
ORAÇÃO DA NOITE
Chamada de completas, é realizada antes do repouso (21:00 horas). É uma oração de confiança em Deus e complementa as orações realizadas durante o dia, em especial a oração da tarde.
No entanto, o esquema completo da Liturgia das Horas apresenta orações para as 09:00, 12:00 e 15:00 horas, bem como um ofício de leituras, para que vivamos detalhadamente cada momento da presença misteriosa de Jesus entre nós.
A nossa oração das Horas não é só nossa. É oração com Cristo: «Ele une a si toda a comunidade dos homens, e de tal modo que, entre a oração de Cristo e a de toda a humanidade existe uma estreita relação» e de uma maneira especial associa a Si os que formam parte do seu Corpo, a Igreja (cf. IGLH 6-7). A nossa oração é assim «a voz da Esposa que fala com o Esposo, ou melhor, é a oração de Cristo com o seu Corpo que é diriga ao Pai» (SC 84). «É necessário, portanto, que, enquanto celebramos o ofício, reconheçamos o eco das nossas vozes na de Cristo e a voz de Cristo em nós. A nossa oração recebe a sua unidade do coração de Cristo» (Paulo VI, Laudis canticum).
A Liturgia das Horas é a oração que a Igreja fez sua. Ao longo dos séculos, foi variando o número de horas, ou a distribuição dos salmos, ou os textos das preces. Mas esta é a oração que a Igreja considera como sua, e, portanto, tem a eficácia e a dignidade de ser a oração eclesial por excelência, unida à de Cristo.
Além disso, a Liturgia das Horas, que antes se considerava quase como a oração própria dos cónegos, dos ministros ordenados ou dos religiosos obrigados ao coro, agora, a Igreja considera-a como a oração de todo o povo de Deus. Todos são convidados idealmente a esta oração litúrgica, sobretudo nas duas horas fundamentais de Laudes e Vésperas: é a oração comunitária do Povo de Deus unido a Cristo.
Dentro desta comunidade cristã que, toda ela, é convidada a unir-se à oração de Cristo e da Igreja, há duas categorias de pessoas que o são de modo muito particular: os ministros ordenados e os religiosos. Os ministros ordenados, porque representam de um modo especial Cristo como orante e sacerdote, e os religiosos porque devem ser, dentro da comunidade eclesial, sinal e fermento (cf. IGLH 23-32).
JABBUR,
Flávio. Apostolado Veritatis Splendor: LITURGIA DAS HORAS. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/320.
Desde 06/11/2001.
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